Registro
Preserva identidade, metadados, localização do material e procedência das notas.
Pergunta prática: consigo encontrar e verificar a fonte?
Para organizar fontes para uma revisão de literatura, mantenha um registro rastreável por fonte que conecte metadados de citação, arquivo ou local de acesso, características relevantes do estudo e notas com procedência. Use códigos e matrizes para tornar as fontes comparáveis, mas não trate organização como síntese: a interpretação das relações e o argumento vêm depois.

Fluxo de organização antes da síntese
Use este fluxo para verificar o estado que cada fonte precisa atingir antes da análise comparativa.
Limite: organizar evidencia relações; sintetizar exige interpretá-las em função da pergunta da revisão.
Antes de comparar estudos, defina um registro mínimo consistente. Ele não precisa conter todos os campos possíveis; precisa reunir o que é necessário para identificar, recuperar, contextualizar e rastrear cada fonte conforme a pergunta e o método da revisão.

Quando um campo relevante não puder ser verificado, mantenha o estado explícito em vez de preenchê-lo por inferência. Campos adicionais só devem existir quando tiverem uma função clara de recuperação, comparação ou verificação.
Um sistema consistente aplica a mesma sequência de captura a todas as fontes incluídas. O objetivo é preservar a identidade da fonte, a recuperabilidade do material e a procedência das notas sem antecipar a interpretação da síntese.

Mantenha cada registro associado a um identificador interno estável. Identificadores externos, como DOI, ISBN ou outros identificadores bibliográficos, podem coexistir quando forem aplicáveis, mas não substituem uma convenção interna consistente para ligar registro, arquivo e notas.
Um registro de fonte incompleto deve permanecer visivelmente incompleto até que as informações ausentes possam ser verificadas na fonte.
A captura consistente mantém a identidade da fonte, as notas e as informações de recuperação conectadas, deixando a codificação e a comparação posteriores como tarefas separadas.
Registro, codificação e síntese são etapas relacionadas, mas cumprem funções diferentes. Separá-las ajuda a evitar que uma escolha organizacional provisória seja tratada como conclusão analítica.
Registro
Preserva identidade, metadados, localização do material e procedência das notas.
Pergunta prática: consigo encontrar e verificar a fonte?
Codificação
Aplica valores controlados ou tags para tornar características e relações recuperáveis e comparáveis.
Pergunta prática: consigo agrupar ou filtrar fontes de forma consistente?
Síntese
Interpreta convergências, diferenças, lacunas e qualificações para responder à pergunta da revisão.
Pergunta prática: o que o conjunto de evidências significa?
Uma matriz organiza relações; ela não decide o argumento. A síntese começa quando essas relações passam a ser interpretadas de modo explícito em função da pergunta da revisão.
Depois que cada fonte está identificável e recuperável, use códigos para atributos descritivos e tags para conexões conceituais relevantes. A consistência deve aumentar a comparabilidade sem apagar valores mistos, múltiplos ou ambíguos que sejam reais.
Códigos de características de estudo devem usar o mesmo sistema de valores interpretável para atributos factuais equivalentes entre fontes, preservando valores mistos ou múltiplos legítimos.
Um código controlado pode padronizar uma característica de estudo, como delineamento, método, população ou amostra, contexto ou período de publicação, sem apagar diferenças que importam para a revisão.
Valores consistentes tornam esses atributos utilizáveis para recuperação e comparação sem tratá-los como julgamentos de qualidade do estudo.

Os valores controlados adequados dependem da pergunta da revisão e do conjunto de evidências, e não de uma taxonomia universal.
A tabela mostra como atributos factuais podem manter valores interpretáveis enquanto apoiam a recuperação prática.
| Característica do estudo | Exemplos de valores controlados | Implicação para recuperação |
|---|---|---|
| Delineamento do estudo | Experimental; observacional; qualitativo; método misto | Filtra fontes pelo delineamento amplo usado para investigar a pergunta de pesquisa. |
| Método | Entrevista; levantamento; observação; análise documental; múltiplos valores | Recupera fontes que usam o mesmo método ou uma combinação explicitamente registrada de métodos. |
| População ou amostra | Uma população definida; múltiplas populações; não relatado | Agrupa estudos pela população ou amostra relevante para a revisão, mantendo casos com múltiplas populações. |
| Contexto | Um contexto definido; múltiplos contextos; não relatado | Permite filtrar pelo contexto do estudo sem atribuir um contexto não respaldado. |
| Período de publicação | Ano de publicação ou um período definido pela revisão | Permite recuperação e comparação pelo limite temporal escolhido para a revisão. |
Quando um estudo usa método misto ou abrange mais de uma população, preserve um estado misto explícito ou múltiplos valores se o esquema de codificação os permitir, em vez de atribuir uma categoria imprecisa.
Se uma característica do estudo for ambígua, documente a ambiguidade ou a regra usada para atribuir seu código controlado, em vez de adivinhar.
Esses códigos descrevem atributos das fontes para recuperação e comparação; eles não classificam um estudo nem transformam uma característica descritiva em um julgamento de qualidade.
Tags de tema e conceito conectam fontes por uma relação interpretativa compartilhada, como uma barreira, experiência ou questão de implementação. Elas devem permanecer vinculadas aos registros de origem para que o agrupamento possa ser verificado e refinado.
À medida que a compreensão avança, a revisão pode dividir uma tag excessivamente ampla, mesclar rótulos sobrepostos ou esclarecer o nome de uma tag, mantendo a consistência entre os registros afetados.
Código de característica
Descreve um atributo do estudo, como método, delineamento, população ou contexto, com valores controlados quando isso for útil.
Tag de tema ou conceito
Marca uma conexão conceitual entre fontes e pode ser refinada à medida que a compreensão do conjunto de evidências evolui.
As tags podem revelar agrupamentos úteis, mas não determinam por si só se a síntese final será temática, cronológica ou organizada por outra lógica analítica.
Uma matriz de comparação alinha atributos equivalentes entre fontes para tornar diferenças, padrões, qualificações e lacunas mais visíveis. Use-a como estrutura de inspeção: a matriz apoia a síntese, mas não substitui a interpretação.
| Fonte | Método | População ou contexto | Achado principal | Tema ou conceito | Qualificação |
|---|---|---|---|---|---|
| Estudo ilustrativo A | Entrevista | Participantes da comunidade | Barreiras relatadas afetaram a participação | Barreiras de acesso | Achado específico do contexto |
| Estudo ilustrativo B | Levantamento | Contexto universitário | Participantes relataram diferentes níveis de acesso | Barreiras de acesso | População difere da do Estudo A |
| Estudo ilustrativo C | Não relatado | Programa regional | A implementação variou entre os locais | Implementação | Método ausente do registro da fonte |
A matriz de comparação pode revelar um tema ou conceito compartilhado, uma diferença de método, de população ou de contexto, ou informações ausentes que precisam ser verificadas.
Essas relações visíveis podem orientar a análise posterior, mas a matriz não realiza a síntese nem estabelece o argumento final.
Preserve a rastreabilidade mantendo cada entrada da matriz vinculada ao registro de fonte correspondente e deixando informações sem suporte explicitamente ausentes, em vez de inferi-las.
Instituições podem usar os termos tabela de evidências e matriz de síntese de maneiras diferentes, então propósito e estrutura importam mais do que a terminologia isoladamente.
Uma tabela de evidências é centrada principalmente na fonte, registrando informações de extração e resumo de estudos individuais, enquanto uma matriz de síntese é centrada principalmente nas relações, organizando fontes em torno de um tema, pergunta, conceito ou dimensão de comparação compartilhados.
Os mesmos critérios podem então ser usados para comparar o que cada formato organiza prioritariamente e como ele representa uma relação entre fontes.
| Critério de comparação | Tabela de evidências | Matriz de síntese |
|---|---|---|
| Finalidade principal | Registra detalhes extraídos dos estudos e resumos concisos das fontes. | Alinha informações para que relações entre fontes possam ser examinadas. |
| Unidade de organização | Centrada principalmente na fonte, com cada estudo tratado como registro principal. | Centrada principalmente nas relações, em torno de um tema, pergunta, conceito ou dimensão de comparação compartilhados. |
| Conteúdo típico | Características do estudo, métodos, achados e ressalvas documentadas. | Evidências comparáveis de várias fontes organizadas em relação a conceitos, perguntas ou dimensões compartilhados. |
| Relação entre fontes | As relações podem ficar visíveis quando as linhas são comparadas, mas geralmente não são a lógica organizadora principal. | As relações entre fontes são explicitadas ao alinhar os estudos dentro do mesmo quadro comparativo. |
Os dois formatos podem se sobrepor, e um formato híbrido pode conter tanto campos de extração centrados na fonte quanto campos de comparação centrados nas relações.
Por exemplo, o mesmo estudo pode aparecer como uma linha factual em uma tabela de evidências e como uma entrada comparativa sob um conceito compartilhado em uma matriz de síntese.
Nenhum dos formatos realiza síntese crítica automaticamente; cada um organiza as evidências de uma forma que pode apoiar a análise posterior.
A organização também precisa permanecer verificável quando arquivos são renomeados, metadados são corrigidos ou notas são movidas. O sistema é robusto quando registro de citação, arquivo ou local de acesso e notas podem ser reconectados sem depender da memória.
Portabilidade, manipulação de arquivos e opções de exportação variam conforme a ferramenta e a configuração, de modo que metadados corrigidos e conexões entre fonte e nota não devem depender de um recurso presumido.
Por exemplo, uma fonte permanece rastreável quando seu registro de citação verificado identifica o PDF correspondente e uma nota de trabalho pode ser rastreada de volta a esse registro, independentemente do gerenciador de referências usado.
O requisito prático é a recuperabilidade consistente em todo o fluxo de trabalho de gerenciamento de referências.
Uma fonte é rastreável quando seu registro de citação, arquivo-fonte e notas derivadas podem ser reconectados e verificados sem depender de memória.
Um identificador estável e um caminho de arquivo recuperável ou anexo de arquivo preservam a conexão entre o registro e a fonte, enquanto a procedência das notas conecta as informações extraídas de volta à sua origem.
Os pontos de verificação abaixo testam se a recuperação e a procedência permanecem intactas do registro de citação, passando pelo arquivo-fonte, até as notas.
Um arquivo renomeado, uma correção de metadados ou uma nota desvinculada deve acionar uma verificação de rastreabilidade, em vez de partir do pressuposto de que as conexões existentes permanecem intactas.
Por exemplo, se um PDF for renomeado, verifique se o registro de citação ainda localiza a fonte correta e se suas notas e referências de página ainda identificam material dessa fonte.
Após uma alteração, concilie as conexões afetadas para que quem escreve possa recuperar a fonte, verificar a nota e reconstruir sua procedência.
O conjunto de fontes está pronto para a síntese quando seus registros estão suficientemente completos para a revisão, os rótulos estão reconciliados, os campos de comparação são utilizáveis, a ausência de dados é explícita e a rastreabilidade permite a verificação.
A prontidão da organização significa que o conjunto de fontes pode ser recuperado, comparado e verificado sem reconstruir o contexto ausente a partir da memória.
Esta é uma verificação de prontidão no nível do conjunto, não uma avaliação da síntese final.
A verificação no nível do sistema deve confirmar se a base de evidências organizada pode apoiar comparações posteriores sem reabrir o trabalho rotineiro de organização.
Cada condição de prontidão deve expor um estado utilizável ou um problema específico ainda não resolvido.
Problemas corrigíveis, como rótulos inconsistentes, entradas mal posicionadas ou ausência de dados não sinalizada, podem ser reconciliados no conjunto de fontes organizado quando as informações necessárias já estiverem disponíveis.
Se uma informação necessária estiver ausente ou uma nota não puder ser verificada a partir de seu registro atual, retorne à fonte original em vez de inferir o contexto ausente.
Verifique novamente a condição de prontidão afetada após a correção para que o status não resolvido seja mantido ou removido.
Assim que essas verificações de organização forem aprovadas, o conjunto de fontes estará suficientemente recuperável, comparável e verificável para encerrar a tarefa de organização.
A próxima tarefa é sintetizar as evidências.
Uma fonte incluída tem um registro suficientemente completo quando contém as informações mínimas necessárias para identificar, recuperar, contextualizar e rastrear essa fonte na revisão atual.
A completude depende das necessidades reais de comparação da revisão, e não de uma contagem universal de campos.
Um registro completo deve preservar metadados de citação, localização da fonte, contexto do estudo e procedência suficientes para verificação posterior, sem exigir todos os campos possíveis.
Um registro de fonte está completo para a revisão quando suas informações obrigatórias e quaisquer estados não resolvidos têm um status de completude explícito.
Falhas de organização devem ser corrigidas pela causa verificada, preservando metadados, anotações e procedência válidos. A tabela abaixo separa o sintoma visível da checagem necessária e da ação corretiva.
| Sintoma | Causa provável | Verificação | Ação corretiva |
|---|---|---|---|
| Registro duplicado ou arquivo de origem duplicado | A mesma fonte pode ter sido importada, inserida ou armazenada mais de uma vez com metadados ou identificadores diferentes. | Compare os metadados de citação, os identificadores, os arquivos anexados, as anotações e as notas antes de decidir que os registros são duplicados. | Mescle ou remova somente após confirmar a equivalência, preservando os metadados, as anotações e os links da fonte mais completos. |
| Rótulo inconsistente ou código conflitante | Sinônimos, códigos renomeados ou terminologia não conciliada podem ter criado rótulos separados para o mesmo conceito. | Compare as definições dos rótulos e os registros que usam cada termo para confirmar se os rótulos representam o mesmo conceito ou significados genuinamente diferentes. | Concilie rótulos equivalentes sob um código consistente ou mantenha rótulos separados quando a distinção for significativa e, em seguida, atualize os registros afetados. |
| Nota sem vínculo ou nota órfã | A nota pode ter sido copiada, movida ou criada sem preservar seu identificador de origem ou sua procedência. | Verifique o texto da nota, a referência de página ou localização, as anotações ao redor e os registros de origem candidatos para confirmar sua origem. | Vincule novamente a nota somente quando sua origem puder ser verificada; caso contrário, sinalize-a para verificação em vez de atribuir uma origem incerta. |
| Referência de arquivo quebrada | O arquivo de origem pode ter sido renomeado, movido, desanexado ou referenciado por um caminho desatualizado. | Verifique o registro de citação, o identificador estável, o anexo, o nome do arquivo e o local de armazenamento documentado para localizar a fonte correta. | Restaure a referência de arquivo ou o anexo válido e verifique se o registro de citação e as notas relacionadas ainda apontam para a mesma fonte. |
| Entrada de matriz incompatível | A entrada da matriz pode se referir ao registro de origem errado, a um identificador desatualizado ou a informações de origem não conciliadas. | Rastreie a entrada da matriz até seu identificador de origem e compare-a com o registro atual, as notas e os valores de campo relevantes. | Corrija a entrada para corresponder ao registro de origem verificado e reverifique os campos de comparação afetados para garantir consistência. |
Aplique a ação corretiva mais restrita que resolva a causa verificada sem descartar anotações, metadados ou procedência válidos.
Antes de mesclar, excluir, vincular novamente ou reescrever uma entrada, confirme a relação entre os registros afetados para que o reparo não crie um segundo erro.
Após a correção, verifique se a fonte pode ser recuperada, se seus rótulos são consistentes onde for o caso, se suas notas preservam a procedência e se qualquer entrada da matriz aponta para o registro correto.
O reparo só está completo quando a rastreabilidade volta a funcionar em toda a parte afetada do sistema de organização.